sexta-feira, 8 de julho de 2011

A vida imita a arte - será?




Não que eu seja um apaixonado por telenovela, mas que este gênero imita a vida real – ou vice-versa – em certos momentos, ah, isso eu não tenho dúvida...
Pra começo de conversa, a palavra novela em português é uma narração em prosa de menor extensão do que o romance. Em comparação ao romance, pode-se dizer que a novela apresenta uma maior economia de recursos narrativos; em comparação ao conto, um maior desenvolvimento de enredo e personagens. A novela seria, então uma forma intermediária entre o conto e o romance, caracterizada, em geral, por uma narrativa de extensão média na qual toda a ação acompanha a trajetória de um único personagem (o romance, em geral, apresenta diversas tramas e linhas narrativas).
Enfim, ainda poderia escrever ou descrever mais sobre a origem da novela como estilo literário, etc...
Mas, querem uma prova do que estou dizendo? Vamos lá:
Na novela das 21h, Insensato Coração existem vários e vários personagens com os quais eu consigo facilmente linkar com atores da vida real...
Por exemplo, o personagem vivido por Herson Capri, Horácio Cortez, é dono de um importante Banco. Corrupto, inescrupuloso, mandou boa parte de seus investimentos para o exterior, foi preso, mas ao contrário dos outros detentos, se alimenta de caviar, lagosta e o que de mais “fino” possa existir dentro de uma prisão...E quantos Horácios conhecemos por ae? Fácil, não?
Outro exemplo: a personagem Eunice, interpretada pela atriz Déborah Evelyn: uma mulher de classe média que sonha em morar em Ipanema, Copacabana ou em algum lugar dito elitista do Rio de Janeiro. Quer posar de boa mãe, preocupada com o futuro das filhas – no sentido financeiro, é claro - e tenta a todo instante fazer com que o marido não se contente com o que tem e sim queira mais e mais, a famosa ambição. Para completar a situação, vive de certa forma um casamento frustrado, sem tempero e em um determinado momento, eis que aparece um terceiro na história, sim, um cara mais novo, com pegada, se é que me entendem... A pergunta é: quantos Eunices existem por ae, vivendo de um casamento frustrado e tentando, de alguma forma, dar mais vida e sentido, não só ao casamento em si, como também à sua vida pessoal, descobrindo com isso – talvez – que um casamento não é para sempre e que o glamour da vida pode ser diferente daquele sonhado e que para ser feliz não seja preciso morar em Ipanema ou Copacabana, etc...
Vamos a mais um exemplo: os personagens Rafael e Cecília, interpretado por Jonatas Faro e Giovanna Lancelotti: começaram a novela meio que numa boa, meio sem querer, se apaixonaram, tal... Começaram um namoro que foi interrompido de certa maneira por inveja de um colega, enfim, brigaram, se separaram e ela começa um namoro justamente com a pessoa responsável pelo término do namoro entre os dois... A moral da história é que de fato os dois se amam e estão afastados por um mal entendido, etc... E quantos Rafaéis e Cecílias existem por ae? Separados por bobagens, deixando a vida passar e a oportunidade de estarem juntos também...
Um dos casos polêmicos da novela, que aliás, cada vez mais vem ganhando espaço no horário nobre, talvez pelo que de fato a realidade tenha mostrado também... é o casal do casal gay, Eduardo (Rodrigo Andrade) e Hugo (Marcos Damigo)... É claro que, como toda polêmica envolvendo a questão da homossexualidade, sempre desperta curiosidade, até mesmo em quem não gosta de comentar sobre o assunto... Mas a questão é: quantos Eduardos e Hugos existem por ae, querendo somente viver a sua paixão, como qualquer outro casal?
Eu poderia descrever ainda outras cenas que me fazem lembrar – e muito – da vida real, mas acho que já posso parar por aqui...
O fato é que sim, a vida imita a arte, seja através das telenovelas ou qualquer outro tipo de manifestação artística.
Acredito que o melhor a fazer é justamente não fazer da nossa vida um drama, não se deixar influenciar por nada – ou quase nada – e buscar ser feliz de verdade, sem querer mais do que se tem, sem querer a pessoa dita perfeita ao nosso lado, enfim, já dizia alguém que a vida não é um filme e por mais parecida que seja, ela também não é uma novela...

Bom final de semana!!!

imagem:http://misantropiavirtual.blogspot.com/2009/10/vida-imita-arte-e-arte-imita-vida.html

2 comentários:

alice disse...

#fato

Rafael Kenai disse...

É, eu não vejo esta novela, salvo alguns raros dias.. mas de fato concordo que as novelas 'imitam' a vida real..