segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Rítmo de férias...


O mês de dezembro já começou! Incrível, mas, parando pra pensar, o ano já está terminado...
Loucura isso, não? Nossa, ainda lembro que “ontem” estava feliz da vida por ter começado 2007, estava cheio de expectativas, sonhos, etc...
Ok, parece meio saudosista e nostálgico, né? Isso que nem comecei a escrever sobre o meu passado...
Mas, vamos lá...minhas férias estão chegando e, com elas, novas esperanças, novos projetos, novos sonhos. Isso faz parte do dia-a-dia das pessoas, não? Sonhar, fazer planos...na verdade, de uns tempos pra cá, não sou muito de fazer planos, do tipo, programar o que vou fazer amanhã ou o que estarei fazendo daqui á 2,10,15 anos...acho isso muito metódico. De uns tempos pra cá, desisti de ser assim e viver intensamente cada dia como se fosse o último...a vida tem que ser vivida intensamente, minuto a minuto, pelo menos eu penso assim...não consigo assimilar a idéia de deixar pra amanhã o que se pode fazer hoje, não, ao contrário: façamos hoje, pois o amanhã pode não vir!
Acho importante prestar atenção no rítmo que estamos dando á nossa vida. Hoje as pessoas estão correndo muito, andando sempre apressadas demais. E aí eu me pergunto:“pra que tanta pressa?” “aonde vamos chegar correndo tanto?”
O máximo que pode acontecer é chegarmos correndo á um hospital pra morrer vítima de um ataque cardíaco!
No meio da correria, esquecemos de fazer e de dizer pequenas coisas. Ninguém mais se preocupa em ligar pra casa pra dar um oi pra família, contar como foi o dia, perguntar se está tudo bem, o que vai ter para o jantar, etc...ninguém mais pára para contemplar um belo pôr-do-sol. Muitas pessoas vivem dizendo que não tem tempo, mas, afinal, quem faz o tempo somos nós mesmos, não? As pessoas estão correndo pra dar conta de fazer tudo ao mesmo tempo agora, mas, não é bem mais interessante criar uma pausa voluntária e necessária do que uma forçada numa cama de hospital, por exemplo?
A vida é cheia de pausas...a música é feita de sons, mas também de silêncio...a escrita também é feita de pausas: imaginem um texto sem pontos, sem vírgulas, sem os pontos de exclamação e interrogação? No mínimo seria incompreensível!
Precisamos de intervalos regulares, porque isso faz bem para o corpo e também para alma, como uma renovação de energias.
Nestas férias, existem duas coisas que não vou levar comigo: relógio e celular, por isso, nem pensem em me ligar, hehehehe.
Mas, falando sério, pra que relógio nas férias? Não vou ter nenhum compromisso com horário marcado, a não ser comigo mesmo! Pra que celular? Estou de férias! Não vou atender chamadas relativas ao escritório ou clientes querendo programar uma excursão, por exemplo...mereço um descanso e vou adiar todo e qualquer compromisso pra depois das férias. “Ah, mas, no início do texto, tu disseste pra não deixar pra depois o que se pode fazer hoje”. Verdade, mas, isso não incluía as férias....Nas férias, podemos e devemos nos dar este pequeno luxo!
Quero acordar cedo, acordar tarde, caminhar pela praia, sentir a brisa do mar, aquele cheiro de praia, de protetor solar... Curtir um pôr-do-sol na praia é algo!
Se tem alguma relação direta eu não sei, mas, vamos combinar? Férias tem tudo á ver com praia, né?
Aliado á tudo isso, vem as festas de final de ano e, Ano Novo na praia é muuuuiiiito bom!!!
Nossa, só de escrever tudo isso já estou me imaginando na praia...
Mas, ainda faltam alguns dias até ás férias chegarem...
Enquanto isso, o negócio é trabalhar e viver muito: cada dia, cada minuto...
CARPE DIEM!!!

Um comentário:

Arlan Pacheco Figueiredo disse...

Boa Primo!!

Isso vai bem de encontro com o que escrevi tempos atrás num post do meu blog - "Férias - vou para Laguna!".
Pelo jeito temos a mesma opinião sobre o "stress" da vida moderna, da correria do dia a dia...
Faço exatamente o mesmo nas férias - me desligo de tudo e curto a simplicidade das coisas da vida...
Tem uma música do Dante Ramon Ledesma que fala sobre isso.

"...Muitos se despedem, insensivelmente, das pequenas coisas
E o mesmo que uma árvore, em tempos de outono, morre por suas folhas...
Por isso a tristeza é a morte lenta das pequenas coisas
Dessas coisas simples, que temos guardado aqui...dentro do coração..."
(Cancion de las simples cosas - Dante Ramon Ledesma)

Tem gente que não vê a beleza do fim do dia, gente que passa insensível por um sabiá cantando no fim da tarde, gente que não percebe a beleza da chuva chegando...
Não que não se deva trabalhar - não é isso, é muito pelo contrário - deve-se trabalhar!! É uma das condições para se alcançar a felicidade, ou seja a realização profissional.
O problema é quando as pessoas deixam o trabalho interferir demais na vida e dedicam todo o tempo para apenas se incomodar...esquecem da família, das coisas boas e simples, e ficam doentes, ficam ansiosas, deprimidas, "stressadas"...enfim as doenças da vida moderna.

Parabéns pelo post.

Abraços
Arlan Pacheco Figueiredo