terça-feira, 1 de setembro de 2015

O ser humano não é uma ilha...


Já me peguei diversas vezes pensando sobre isso e no quão as pessoas estão se tornando egoístas e egocêntricas demais... Tudo o que importa é como Eu penso... como Eu vejo as coisas... Tem que ser tudo como Eu quero... do Meu jeito...

A maioria das pessoas esquece de olhar para o lado, de ver seu semelhante, de tentar entender os problemas da outra pessoa... Quase ninguém mais se preocupa com os demais... Estão preocupados somente com seu bem-estar e o resto que se dane...

Triste tudo isso...

Tudo bem, até entendo que muitas coisas mudaram, os tempos enrijeceram as emoções humanas e a falta de respeito é item constante nas relações. Os valores foram perdidos, as diferenças não são suportadas ou respeitadas e a intolerância vê-se por todos os lados: na família, escola, empresa, ruas, trânsito, hospitais, enfim, a cada passo que o ser humano dá depara-se com a diminuição do amor, do respeito, da paz.

Ser humano é mais do que pensar, raciocinar; ser humano é ser um ser que sabe controlar suas emoções e reações, ouvir antes de falar, dar valor ao que realmente vale a pena e acima de tudo amar-se, pois quando se ama, sabe-se dar o devido valor ao próximo, pois sempre seremos o próximo de alguém e assim por diante...

Causa-me tristeza ver relações se perdendo a cada dia por puro egoísmo e egocentrismo... Quando as pessoas irão cair em si e entender que precisam uma das outras para que a vida tenha de fato sentido?

Certa vez, um colunista chamado José Milton Cerqueira escreveu: “O ser humano é social (precisa da sociedade para se tornar homem). Isso não significa que precisamos uns dos outros apenas no senso comum, que gostamos de companhia, que nos acasalamos ou que nos sentimos bem na companhia de outros. A profundidade desta afirmação reside no fato de que não existe ser humano sem interação social”.

Tenho que concordar com ele...

Não há ser humano sem a interação social...Ninguém consegue viver como uma ilha...
Mas, a sensação que tenho, por conta de sei lá, essa vida louca que levamos e a descrença cada vez maior nas pessoas e nas relações, é de que isso só se agravará e que inevitavelmente, estamos caminhando para algo sem volta...aparentemente.

Chorar, brincar, trabalhar,
Sentir, raciocinar, usar a inteligência...
Analisar, rever, questionar, criar
Sofrer, morrer, doer....
Sorrir, amar, viver...

O ser humano é uma mistura de sentimentos e emoções... E não se vive isso sozinho...Nunca...

É preciso fazer valer a pena... Deixar esse sentimento medíocre e pequeno de sentir único, dono do mundo, soberano...Não, pessoas precisam de pessoas...
A receita é essa: abra mão de seu egocentrismo e compartilhe...busque o seu eu na outra pessoa...Aprenda a viver em sociedade no sentido literal da palavra..

Do contrário, a humanidade está condenada a viver das lembranças do que um dia foi um abraço sincero, as risadas compartilhadas, as lágrimas sentidas com fraternidade e sinceridade..

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

2014 chega ao fim!!



...Poderia enumerar tudo o que aconteceu neste ano: as coisas boas e as ruins...Poderia criar um texto com lamentações sobre minhas frustrações neste ano que hoje acaba. Frustrações? Sim, algumas... E que me julgue quem não teve alguma neste ano... Mas, a frustração, a decepção, no meu entender faz parte. Pelo menos pra mim, é o que me fortalece. É o que me torna forte para levantar e seguir adiante em meus objetivos. Aliás, o que não faltou neste ano foram objetivos. Alguns alcançados...Outros, esperando o momento certo para acontecer.
Sempre fui da opinião de que tudo tem a hora certa e o momento certo para acontecer, de que não adianta querer atropelar os fatos, há um tempo certo pra tudo.
Profissionalmente falando, 2014 me reservou diversas surpresas boas: cresci, aprendi e entendi qual o meu papel dentro da profissão que escolhi e que amo tanto. E quero continuar dando o melhor de mim em benefício daqueles a quem posso ajudar.
Ajuda: esta foi a palavra chave no meu campo profissional. Entendo que ninguém faz nada sozinho, que quando se trabalha em equipe, não é só um que ganha, mas um time todo.
Como disse Ayrton Senna: "Eu sou parte de uma equipe. Então, quando venço, não sou eu apenas quem vence. De certa forma termino o trabalho de um grupo enorme de pessoas!"
E é assim. Trabalhar em equipe requer bom senso, requer não deixar o seu próprio ego falar mais alto. É preciso se colocar no lugar do outro, é entender a necessidade do outro e não a sua. Não digo que sou o melhor exemplo, mas estou tentando ser o melhor pra mim mesmo. E vou continuar acreditando nisso, contrariando aqueles que não pensam desta forma e que colocam o seu EU acima de qualquer coisa. Isso pra mim, não é trabalho em equipe...
Pessoalmente falando, 2014 me deu indícios do quanto cresci...Aprendi a lidar com as mais diversas situações: saí de casa, me aventurei, embarquei em uma história que, só não teve um final feliz porque não era a hora...Mas fui feliz em um pequeno espaço de tempo. Aliás, felicidade é isso, não? Um sentimento que precisa ser vivido no momento em que ele acontece. Não se pode planejar a felicidade a longo e médio prazo, do tipo: "daqui 2 anos serei feliz". Não. A felicidade é o hoje, o agora, porque o amanhã é incerto, pode não haver tempo para isso. Pensando assim, posso dizer que fui muito feliz.
Voltei pra casa. E não encaro isso como retrocesso. Não. Voltar nem sempre é um retrocesso, dependendo das circunstâncias... E as circunstâncias me exigiram um retorno. E mesmo neste retorno, aprendi que as coisas nem sempre tem que ser como a gente imagina ou como a gente quer. Existem coisas que não podem ser mudadas, porque são inerentes a nossa vontade, ao nosso querer. Simplesmente elas são e ponto. E pronto.
2014 não foi um ano de promessas. Já não faço mais promessas. Uma porque fico na "obrigação" de cumpri-las. E se é por obrigação, então não é por vontade...
Outra, acho mais coerente fazer, executar, realizar... A promessa é tão vaga... E fica lá, escondida, te lembrando a todo instante de que tens a obrigação de cumpri-la... Não vejo mais as coisas deste ponto de vista...
O ano que acaba hoje me ensinou a ver as coisas diferentes...A ver possibilidades onde antes nem imaginava que poderiam existir...
Me tirou do ostracismo em relação a alguns conceitos que tinha, me fez enxergar outras possibilidades...
Foi um ano que ganhei muitos amigos: talvez não tenhamos tido a possibilidade de estarmos juntos como eu gostaria, mas sei que eles estão ali. Seja através das redes, do sms ou de qualquer outra forma de contato. Sei que eles estão ali e isso me conforta. Não tenho muitos, mas os poucos que tenho me bastam, me entendem e o bem querer é mútuo.
No campo coração... Segundo meu cardiologista, ele está bem! Batendo normalmente, seguindo seu fluxo! ;)
Mas ele também aprendeu muita coisa. Meu coração, não o cardiologista...
E o que esperar de 2015?
Não vou esperar nada...Vou fazer.
Vou fazer o ano valer a pena, como fiz em 2014. Seja profissionalmente ou pessoalmente, a grande sacada é fazer valer a pena. Não ficar preso à conceitos ou pré-conceitos...
Gente, o amanhã é agora! Não caio mais nessa de futuro, planos... Desejos? Bom, todos tem. O quero dizer é que não dá pra ficar preso nesta de adiar o que se quer fazer, sentir, viver por um prazo de tempo. Sem essa de prazos. Vamos fazer o que tem que ser feito, Vamos viver o que tem pra ser vivido, porque é isso que vai ficar. É isso que levamos conosco.
A vida passa tão rápida... Daqui a pouco já é ano novo de novo... E aí ficamos nesta de deixar pra depois, pra amanhã...E o depois, o amanhã pode não vir...
Então é isso...
Me despeço deste ano bom, de incríveis possibilidades e revelações...
Vem 2015! E traz com ele o dobro do que teu antecessor trouxe: saúde, alegrias, conquistas, desafios, amores, paixões, momentos..

Força, Foco e Fé...Sempre!

"Feliz Ano Novo! Não existem sonhos impossíveis para aqueles que realmente acreditam que o poder realizador reside no interior de cada ser humano, sempre que alguém descobre esse poder, algo antes considerado impossível se torna realidade."



sábado, 10 de agosto de 2013

Dia dos Pais... Como eu queria o meu...




Mais um Dia dos Pais..
Ah que falta...Que falta do meu herói, do meu exemplo...
E ninguém sabe o que é perder um pai, a não ser aquele que já perdeu.
Na boa? Perder não é exatamente o termo...Não pra mim, que acredito que ele apenas deixou este mundo, mas que vive num mundo muito melhor...
Tenho tentado me mostrar forte, mas digo que ás vezes minhas pernas tremem, a voz não sai e lágrimas brotam...Não é fácil...
A dor da separação entre eu e meu pai não cura, se ameniza a cada dia. Ela deixou marcas profundas, não só em mim, mas em toda família, principalmente na minha mãe...
Como disse, meu pai foi tudo pra mim e vivemos momentos felizes, mesmo ele tendo um jeito calado, na dele, mas nos entendíamos muito bem...Nos conhecíamos pelo olhar...Lembro das nossas brincadeiras, das nossas conversas...Mas sinto não ter aproveitado mais tempo ao seu lado...Na verdade, se soubéssemos quando ou em que momento deixaríamos de ter a companhia das pessoas que amamos, com certeza faríamos tudo, mas tudo diferente...
Hoje eu vejo a relação entre pais e filhos de modo diferente. Digo aos meus amigos que aproveitem ao máximo cada minuto com seu pai ou sua mãe, enfim, porque depois que se perde, meu amigo, leva-se muito tempo até levantar da queda...E é uma queda profunda, um abismo quase sem fim.
Fisicamente estou separado do meu pai, mas eu o sinto á todo instante... E pode parecer meio maluco da minha parte ou para quem estiver lendo este texto, mas eu converso com ele e acreditem, ele me dá as respostas para as minhas indagações. Não através de palavras propriamente ditas, mas através das coisas que acontecem comigo. Se tenho uma dúvida sobre algo ou se me vejo sem saber o que fazer, recorro ao meu herói e ele me indica o caminho a seguir.
E é assim que vai ser, até nos reencontrarmos novamente...
Por enquanto, levo tatuado nas costas uma frase repetida várias vezes por este grande homem e que me norteia nos momentos mais difíceis: “Never Lose The Faith”.

Feliz Dia dos Pais... Te amo eternamente!!!


sábado, 20 de julho de 2013

Don’t See, Don’t Speak and Don’t Listen


 

E de repente, um play, uma música e palavras guardadas em minha mente pedem passagem...
Chove lá fora e isso se torna indício de que é chegada a hora de externar as coisas que me cercam, me deixam agitado e com vontade de escrever...
Gosto disso... A chuva sempre faz aflorar o lado mais intimista das pessoas.
No momento em que me ponho a descrever sobre a vida, seus acontecimentos e o quanto sou influenciado por eles, sinto que as palavras querem sair, mas não da forma como gostaria... Há que se ter certo “cuidado” com as palavras... Será mesmo?
Uma vez aprendi que as palavras jogadas ao vento tem poder... Outra vez, ouvi dizer que o pensamento é mais letal, porque vem antes do ato de falar...
Pensar, falar, calar... Ouvir.
Vivemos em mundo cada vez mais dinâmico, desenfreado, onde muitos – inclusive eu – se limitam a falar, falar, falar... Há uma necessidade louca de se fazer ouvir, mas, por outro lado, penso que o essencial seja ouvir. Falar menos, ouvir mais. Nesta verdadeira "Torre de Babel", muitos já não se reconhecem, muitos não se compreendem, porque o desejo e a ânsia de falar “falam” mais alto que o simples ato de ouvir.
E se fala de um tudo: de seus medos, angústias, desejos, frustrações... Fala-se da vida dos outros, dos problemas dos outros, os outros, os outros...
Preocupamo-nos mais com os outros do que com nós mesmos... Vivemos a vida dos outros e esquecemo-nos de viver a nossa vida... Queremos resolver os problemas dos outros, quando sequer conseguimos resolver os nossos...
Os outros, os outros...
Essa influência do outro em nossa vida, seja lá por qual razão, talvez seja o fator principal das coisas não acontecerem na nossa vida... Sim, porque tudo gira em torno do que o outro vai falar, do que o outro vai pensar...
Mas, espera um pouco? É certo viver em função de alguém e esquecer-se de viver sua própria vida, ter suas próprias escolhas, com seus erros e acertos, aprendendo e errando por consequência de seus atos e palavras?
É justo?
Obviamente, a resposta é não.
Mas então, porque o mundo vive de tal maneira?
Não sei se poderia dar esta resposta...
Há muito tempo, eu vivia em função deste paradigma: fazer e falar conforme o que os outros queriam que eu fizesse, falasse e agisse...
E foram muitos anos... Até que de repente percebi que esta não era a minha vida, não eram estas as minhas escolhas e que se eu seguisse por este caminho, no final da vida seria uma pessoa frustrada, por ter agido conforme alguém queria que eu agisse... Uma espécie de marionete, se é que me entendem...
O jogo virou.
Ao invés de falar, passei a ouvir... A me ouvir...
E depois de um longo processo, comecei a fazer o que achava que era certo, errando e aprendendo por conta própria e não mais como as pessoas queriam que eu fosse... Tudo agora dependia única e exclusivamente de mim...
Foi fácil?
Não... E ainda não é...
Porque, mesmo agindo conforme as minhas convicções, as pessoas não pararam de falar mais do que deviam, diria além do que deveriam...
E como eu disse no início, as pessoas não querem saber de ouvir, querem falar, falar e falar...
Mas sigo adiante, como aqueles famosos macaquinhos que não ouvem, não falam e não veem. O segredo está no equilíbrio: falar menos e na hora certa, ouvir mais e, às vezes, não ver... Ou ver além do que os olhos alcancem.
Pensando assim, Clarice Lispector me ampara quando diz:
"Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso."
É isso: ouvir mais, falar menos e ser feliz... Eis o segredo!
Se as pessoas de fato entendessem isso, talvez a correria do dia a dia fosse amenizada... Talvez, se as pessoas se importassem menos em viver a vida dos outros e vivessem a sua, se preocupassem menos com os problemas dos outros e tratassem de resolver os seus, a vida seria melhor...Pra todo mundo.
Nisso, concordo com Buda, quando diz:
“Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o”.

Simples assim...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

E Salve 2013!!!


Mais um ano chegando ao fim...
E foi um ano muito, mas muito especial.
Vivi neste ano exatamente o que pedi para viver no final de 2011.
Foi um ano de muito trabalho, de muito estudo, de muito, de muito... Talvez a palavra que defina 2012 seja INTENSIDADE.
Vivi de uma forma extremamente intensa, me permiti ser intenso, experimentar, aprender, de não ter medo, de ousar mais.
Seja na vida pessoal, profissional ou amorosa.
Foi um ano de perdas familiares, a bem da verdade... Mas, alguém um dia me disse que basta estar vivo para morrer. Parece meio duro, mas é a mais simples verdade...
Assisti dois grandes shows em Porto Alegre... Realizei o sonho de viajar para Europa, mas antes disso, lá no inicio do ano, tirei uns dias para conhecer a capital argentina...
Amei e fui amado...
No profissional, cresci muito... Ví as minhas referencias todas criando asas e partirem para seus desafios pessoais...
Também eu saí para desafios que ainda virão, mas, me permiti voar mais uma vez em busca dos meus objetivos...
O que seria de nós humanos sem nossos objetivos...
Entendi que quase sempre as coisas não são como gostaríamos que elas fossem...
E isso, apesar de duro, é bom demais... Afinal, que graça teria se tudo fosse exatamente do jeito que gostaríamos que fosse?
Onde estaria a graça de lutar, de batalhar e de vencer?
Voei longe, conheci novos lugares, novas culturas, novas pessoas...
Mas nada se compara ao prazer de redescobrir quem sou e quem são as pessoas que me cercam...
Revisitar as pessoas que sempre estiveram ao meu lado e perceber que, apesar do tempo sem se ver ou se falar, elas ainda continuam ali, do meu lado... Isso não tem preço.
Lembro que no final de 2011 agradeci a Deus pelo ano que Ele tinha me dado e de tudo que ele tinha me proporcionado naquele ano, que já tinha sido incrível...
Mas, 2012 superou as minhas expectativas, em todos os sentidos...
Foi um ano de crescimento, fortalecimento e redescobrimento, de tudo e de todos...
Mas, apesar de tudo isso, acho que não fui um bom menino...
Papai Noel não trouxe meu presente de Natal... Não aquele que estava esperando...
Ou talvez ele tenha me dado exatamente o que merecia, sei lá...
Mas o fato é que fiquei triste por alguns dias, pensando no “presente” que tinha acabado de ganhar...
Senti-me como aquela criança que passa o ano todo esperando seu presente e ele não chega... Seja por qual for o motivo...
Mas, ao mesmo tempo em que a tristeza me invadia o coração, também olhei ao redor e aquelas pessoas as quais me referi agora a pouco estavam lá... Todas elas...
E não poderia reclamar do presente de Natal, sendo que o Papai Noel já tinha antecipado todos eles durante o ano... Em pequenas doses...
Não tinha do que reclamar, muito pelo contrário, somente agradecer... Pela minha saúde, pela saúde da família, amigos, pelo trabalho que havia se encerrado, pelos desafios que ainda viriam e virão...
Reclamar por causa de um presente que não veio ou que não era exatamente aquilo que queria? Não, seria muito egoísmo da minha parte...
É como uma comparação que fiz com uma grande amiga: durante todo ano eu comi um bolo delicioso, fatia por fatia... Não seria a cereja deste bolo, que caíra um tanto quanto indigesta, que iria estragar todo o resto, não é mesmo?
E se a cereja estava estragada, bora trocá-la por um morango!
E foi assim, tirando a cereja estragada do bolo – ainda que eu goste de cerejas – e trocando-a por um morango que cheguei ao final de 2012...
E Papai Noel não se esqueceu de mim...
Acredito que ele estava guardando meu presente a sete chaves...
E o melhor foi ele me ter dado estas mesmas sete chaves para pegar meu presente... Eu, que estava triste por não ter ganhado um presente de Natal... Não exatamente o que havia pedido...
Termino 2012 agradecendo por tudo que aconteceu, por tudo que conquistei, por tudo que realizei e por aquilo que não realizei... Por tudo que eu disse, pelas coisas que não disse...
Pelos amigos que fiz, pelos amigos que reencontrei e por aqueles que virão...
Pela família – sempre!
A vida é um ciclo...
Terminamos um e começamos outro em um piscar de olhos...
E tudo começa, recomeça e precisamos seguir...
Termino 2012 com a certeza de que vivi intensamente cada segundo deste ano e que viverei de novo em 2013, ao sabor do morango que Deus colocou no topo deste delicioso bolo pelo qual Ele me presenteou durante todo este ano...
Novo ano, novos desafios...
Seja muito, muito bem-vindo!
E vamos que vamos!

domingo, 20 de maio de 2012

Desencontros


- Oi, você por aqui?
- Pois é... Quanto tempo, não?
- Sim, muito tempo... E aí, o que tem feito?
- Muita coisa...
- Ah, é? Fala mais sobre isso!
Assim começou a conversa de um encontro inesperado...
Não se viam há tempos. Muita coisa tinha acontecido para ambos. Já não eram mais as mesmas pessoas quando da época em que se conheceram. Cresceram. Amadureceram...
No passado, eram super ligados, estavam sempre juntos. E por mais que tivessem uma grande amizade, agora pareciam estranhos um ao outro.
A vida é mesmo engraçada, não?
No mesmo instante em que se convive com as pessoas, basta algum tempo distante para que se perca um pouco o laço que as unia, seja de amizade ou algo mais.
Certa vez alguém me disse: “mas se o sentimento for verdadeiro, pode passar anos que tudo vai permanecer igual.”. Será mesmo? Eu tenho as minhas dúvidas.
A vida é feita de momentos, sejam eles quais forem. E é preciso aproveitar cada momento. Ok, isso é uma constatação. Mas acho incrível que, no que diz respeito ao convívio diário com as pessoas, tudo muda a partir do momento em que já não se convive diariamente com estas pessoas... Tudo muda.
Tentaram estabelecer uma conversa, relembrando os bons tempos, as coisas que fizeram juntos, as situações pela qual cada um passou, etc.. E um filme passava na cabeça de ambos...
Mas ao mesmo tempo em que estavam ali, frente a frente depois de anos, era como tivessem se conhecido naquele momento, pareciam dois estranhos, dá pra entender?
Coisa mais estranha.
A conversa seguia um rumo meio saudosista, ainda que de uma maneira “forçada”, porque se conheciam e muito no passado, mas agora tudo era diferente, ninguém sabia da vida de ninguém, e ambos deixavam o silêncio “falar” mais alto na maioria das vezes.
Porque isso? Oras, não eram amigos de adolescência? Não sabiam suficientemente da vida de cada um? Porque o tempo que os afastou também afastou os sentimentos e a amizade que os uniam? Difícil entender. Mas é como os colegas do tempo de colégio, faculdade, enfim. Cria-se um laço que, a primeira vista parece ser eterno, mas depois do ato de formatura, cada um segue sua vida e o que resta é só lembrança. É como estar naquele emprego há anos e quando se vai embora, fica somente a lembrança, porque no outro dia alguém já está ocupando seu lugar. E aí muita gente diz: “mas é assim mesmo”. É assim mesmo? Somos substituíveis ao ponto de virarmos apenas lembrança? Terrível ter que pensar assim... Mas devo concordar que é mesmo, ainda que não aceite o fato...
A conversa não durou muito tempo, no máximo 1h, terminaram a cerveja, se despediram e cada um foi para um lado, como se nada tivesse acontecido, como se não tivessem se conhecido...
A neblina já pairava no ar, levando consigo a imagem deste encontro: um vazio gelado em uma madrugada extremamente fria...

Luciano Pavarotti/U2 - Miss Sarajevo

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O mundo dá voltas...Ou para onde devo seguir?

Nossa, há muito tempo eu não passo por aqui... ... E quanta coisa aconteceu nestes últimos meses... Desde que criei este blog, sempre deixei bem claro que não iria fazer dele um “diário”, algo que revelasse o meu dia a dia, as coisas que acontecem comigo em tempo real. A idéia era registrar alguns momentos marcantes comigo e com as pessoas que conheço, situações, enfim, tudo nas entrelinhas... Me envolvi demais com o blog por algum tempo... E como me deixei envolver por este blog – que me serve de consolo em algumas situações da vida, faço um registro dos últimos acontecimentos (os mais relevantes, é claro, hehehehe). Em fevereiro fiz uma viagem pra lá de marcante, uma viagem que estava programando há anos: fui conhecer a capital argentina, Buenos Aires! Foi uma viagem muito, mas muito prazerosa! Conheci de ponta a ponta a cidade, os costumes, as histórias e a tradição dos hermanos. De fato, a Argentina é encantadora. O clima, o tango rolando de canto a canto, a hospitalidade... Aliás, esta foi uma das minhas surpresas! Ao contrário do que dizem, os argentinos são muito hospitaleiros. Sim, fui muito bem recebido no hotel, nos bares, restaurantes, museus, centro culturais, enfim... Não tenho do que reclamar do povo argentino. Creio que a tal rivalidade entre argentinos e brasileiros se restrinja mesmo ao futebol e nada mais. Em resumo, foi uma viagem e tanto... De volta ao Brasil, muitas mudanças – trabalho principalmente... O projeto dos ônibus novos da Linha Turismo finalmente saiu do papel e se tornaram uma realidade... No dia 25/03 os “gêmeos” foram apresentados a cidade. Neste mesmo dia eu assisti um dos melhores shows da minha vida e disparado a maior produção que Porto Alegre já recebeu: Roger Waters. Inesquecível. Ver um Pink Floyd de perto realmente não tem preço. Abril foi um mês de despedidas: meu brother, Rafael Curtinaz saiu da secretaria e embarcou em uma viagem para Irlanda. Ele e Bárbara foram aprimorar o inglês e de quebra, conhecer lugares diferentes, culturas diferentes, enfim. Além do Rafa, o secretário também deixou a secretaria em busca de novos desafios... Falando nisso, o mês de maio nem chegou ao fim, mas já está marcado pela saída da minha coordenadora. Desafios, mudanças... Quanta coisa aconteceu desde a última vez que estive aqui... E as mudanças só estão começando... E 2012 não está nem na metade...

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Diante de Si - II

O barulho da chuva em seu teto de zinco fez com que ele perdesse o sono... Foi até a cozinha, pegou seu copo e serviu uma dose do seu whisky preferido...
Sabia que este seria o seu companheiro até o sono aparecer...
Dirigiu-se ao velho aparelho de som, aqueles que ainda utilizam o “toca-discos”... Pegou um antigo LP da sua coleção, empoeirado e escondido. Botou a tocar. Ao som de “STAIRWAY TO HEAVEN”, do Led Zeppelin, se pôs diante da sua velha máquina de escrever e foi despejando as suas divagações...
Desta vez ele não iria escrever sobre questionamentos da vida ou tentar encontrar respostas para suas inúmeras perguntas.
Simplesmente sentou-se e deixou que as palavras saíssem da sua mente e invadissem o papel:
“Vida” – já pensei várias vezes na vida que estou levando. Hoje não vou reclamar de você, muito pelo contrário. Quero agradecer. Sim, agradecer. A vida que estou levando é simplesmente o máximo, independente das dificuldades que você me impõe diariamente, me sinto feliz. Você tenta tornar meu dia a dia, que por si só já é agitado, em algo ainda mais complicado, cheio de obstáculos. Com força, coragem e discernimento, tenho passado por cada um destes obstáculos, tendo a certeza, é claro, de que muitos outros você ainda irá colocar no meu caminho. Mas me sinto preparado. E se não estiver totalmente preparado, ei de encontrar alguma maneira de não me deixar abater e sim crescer com os desafios que você me lançar...
“Família” – incrível como você tem o dom de me desestruturar. Sim, você tem o dom. Quando penso que está tudo bem contigo, algo inusitado acontece e o caos se instala. Posso te dizer que já fui bem mais apegado e preocupado contigo. Mas isso mudou. E vem mudando a cada dia. Venho aprendendo com os membros da tua família que não dá para agradar a todos. Aliás, quem sou eu para agradar a todos, não é mesmo? Lamento por alguns acontecimentos que possam ter te desagradado, mas você queria o que? Que eu ouvisse as barbaridades que diziam contra mim e ficasse calado? Ah, dá um tempo! Ei, família, aquele gurizinho que você conheceu não é mais o mesmo. Cresceu. Mudou. Caminha com as suas próprias pernas e age de acordo com seus próprios pensamentos. Sim, já não sou mais influenciável como você queria e isso te deixa irritada, né? Triste te ver assim, tão dividida e com tantas formas diferentes e divergentes de agir, de ser, enfim... Mas, tudo bem... Você é igual em qualquer outro canto do planeta: cheia de problemas, de desencontros, enfim. Mas ainda acredito nos bons momentos que passamos juntos... Poucos, mas sinceros...
“Amigos” – sempre escrevo sobre vocês, né? Sim, vocês são recorrentes em meus textos, no meu dia a dia, na minha vida...
E como não ser? Vocês são e sempre serão parte importante na minha vida. Às vezes me sinto meio deslocado em relação a vocês, mas entendo que a vida segue seu rumo e que às vezes, na maioria das vezes, não conseguimos estar juntos, por mais que queiramos estar...
Uma pausa para repor o whisky no copo...
“Futuro” – ah, sei lá o que você tem reservado pra mim. Sério. Não vivo preocupado com isso. Você sabe que eu vivo no presente, não é mesmo? Talvez a única coisa que de fato me assuste é pensar que, quando eu der de cara com você eu me encontre só. Acho que este é meu único medo. Do contrário, o teu amigo, o Presente, este sim tem me ajudado e me dado vários presentes – trocadilho infame, eu sei.
“Solidão” – bem que você tenta me deixar pra baixo... Mas hoje não há chance. Tenho passado alguns momentos contigo, mas só de vez em quando, como hoje por exemplo. Mas nem adianta se aproximar muito de mim, porque hoje eu não estou sozinho, sabia?
Poutz, o som acabou.
Outro LP: "WIND OF CHANGE" – Scorpions
Sinceramente? Hoje eu vou dormir bem mais tranquilo do que das outras vezes que tive que te encarar. Ou melhor, me encarar...
De certo modo, estou feliz. Feliz com minha vida, com meu trabalho, com meus projetos e com meus sonhos...
Neste momento, não há nada que possa me atrapalhar... As negatividades de algumas pessoas do meu convívio são inferiores ao meu grau de felicidade.
Talvez por eu estar em boa companhia...
Talvez por sempre ter a minha velha máquina por perto...
Talvez por ter como companhia o meu bom e velho whisky...
Sigo deixando a vida rolar e seguir o seu rumo!

* crédito da imagem: http://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-olho-no-espelho-image2477180

sábado, 31 de dezembro de 2011

E aí, 2011 valeu a pena???

Hoje é o último dia do ano. E geralmente neste dia eu paro um pouco para refletir neste ciclo que está se fechando. Foram 365 dias vividos intensamente...
2011 termina e a pergunta que me faço é essa: E ai, 2011 valeu a pena?
Posso dizer que valeu muito a pena, em todos os sentidos.
No início do ano eu viajei para Belo Horizonte, fui conhecer as belezas da capital mineira e as riquezas das cidades históricas, como Ouro Preto, Mariana e Congonhas. Conheci muita gente nesta viagem, fiz amigos inesquecíveis e que estão comigo até hoje!
2011 também foi o ano da minha formatura: em setembro eu recebi o diploma de graduação em História, sem dúvida um dos momentos mais emocionantes da minha vida...
O bom filho a casa torna... 2011 foi o ano em que, a pedido da minha avó eu voltei a morar com minha família, depois de 2 anos fora... Foi um tempo de reflexão, amadurecimento, enfim... Voltar para casa não é nenhum regresso, do contrário, voltei muito diferente de quando eu sai. Com novos valores e com outros olhares sobre os personagens que fazem parte desta instituição chamada família. Aliás, quantas transformações aconteceram na minha família...
Este ano que termina me proporcionou uma experiência inesquecível: a de trabalhar como mediador na 8ª Bienal do Mercosul. Tem como esquecer a família Geo 4 até o chão? Impossível...
Foram quase três meses de convivência com uma galera do bem, artistas, histórias, enfim. Uma amizade construída e para sempre eternizada, como já escrevi em outro post...
Como numa partida de futebol, aos 45 minutos do segundo tempo eu encontro o sorriso mais lindo das minhas tardes... Uma pessoa incrível e que vem mudando meu modo de ser e agir, que vem me provando que amar é possível sim, é só deixar acontecer...
Enfim, 2011 foi um ano muito bom. Estou com saúde e as pessoas que me cercam também estão e isso é o que importa...
2011 foi assim: perdi pessoas que eu achava que não viveria sem, e ganhei pessoas que eu nunca imaginei que entrariam em minha vida.
Ri até chorar, e chorei como se não fosse mais rir.
Amei e desamei.
... ... ... Fui decepcionado, mas também decepcionei.
Sonhei alto, cai muito, machuquei e me levantei.
Senti saudade, morri de saudade, mas também deixei saudade.
Disse coisas que não deveriam ser ditas. Me calei quando mais deveria ter falado.
Chorei. Ah, como eu chorei! Mas também fiz pessoas chorarem.
Briguei, brinquei e me arrependi.
Guardei coisas bobas e deixei coisas importantes passar.
Algumas vezes fui feliz, outras vezes triste.
Me arrependi de coisas que disse, e disse coisas da qual não me arrependo.
Xinguei, gritei e perdoei.
Errei querendo acertar, e acertei quando achei que tinha errado.
Acreditei no “Para sempre”, “Eu te amo” e “Conte comigo”, e também fiz pessoas acreditarem.
Prometi coisas que não cumpri, e cumpri coisas que nem ao menos prometi.
Perdi e ganhei. Sorri e chorei.
Me ergui e desabei.
Cresci e amadureci.
E então volto a perguntar:
“E ai, 2011 valeu a pena?
VALEU...E MUITO!!!

E que tenhamos um 2012 muito melhor...

Meus agradecimentos a todos vocês que fizeram (e fazem) parte da minha vida, que leram as minhas postagens, que compartilharam de alguns dos meus sentimentos, que se identificaram com algumas coisas, que riram do que escrevi, enfim...Muito, muito obrigado, mesmo!

Forte abraço,

Peter.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal, etc... E tal.

Mais um Natal está terminando... E a cada ano que passa, percebo o quão diferente esta data vem ficando, não só na minha família, mas em todas as famílias, de modo geral.
Antigamente, o natal era comemorado visando a reunião das famílias, o bem estar de todos que se reuniam em torno da mesa para celebrar o nascimento do Menino Jesus. Era uma noite especial, onde os presentes eram trocados de forma simbólica. A ideia central era reunir a família, esperar a meia-noite, dar um fraterno abraço nos parentes queridos, cear e assistir a Missa do Galo com o Papa João Paulo II.
Hoje e cada vez mais eu vejo que as coisas não são bem assim...
Tudo hoje gira em torno do dinheiro, do consumismo exagerado, do ter, etc...
Isso sem falar nas falsidades do Feliz Natal, dos falsos abraços e dos falsos desejos de felicidades, etc...
E assim eu fico pensando: como será esta festa daqui a alguns anos?
O verdadeiro espírito do Natal vem se perdendo e isso é muito triste. Cada vez mais as pessoas esquecem o verdadeiro sentido, salvo as crianças – algumas – que ainda acreditam no bom velhinho, acreditam que ele é quem traz os presentes e desce pela chaminé das casas. As que têm chaminé, claro.
Particularmente eu fico ainda mais sensível no Natal. Uma pela falta que ainda sinto do meu pai e que me faz ficar um tanto quanto melancólico, reservado, enfim. Há cinco anos o meu natal já não tem tanta graça. Ok são coisas da vida, etc., mas ainda é recente e nestas datas de final de ano isso ainda mexe muito comigo.
Outra, porque vejo em algumas pessoas exatamente tudo o que listei acima e por mais que eu queira, não consigo agir de forma diferente. Não sei ser igual a todo mundo, ou seja, falar mal o ano inteiro – ou em alguns casos, sequer falar – para chegar no dia do Natal, fingir que não houve nada e dar aquele abraço. Não. Prefiro mil vezes um silêncio sincero a palavras falsas, que eu sei e sinto que não são verdadeiras...
De qualquer forma, é uma época de renovação, de repensar certos valores, de ver quem de fato está ao seu lado e quem são as pessoas que de fato você pode contar.
Tenho me surpreendido a cada ano, percebendo quem de fato está comigo e quem são as pessoas que felizmente eu posso contar, tirando a minha família, é claro (e até mesmo na família já não são tantos assim... Diria que bem menos do que eu achava.).
Felizmente, posso dizer que as pessoas que tenho ao meu lado, são pessoas maravilhosas, especiais e que sem elas, a vida seria monótona.
As outras pessoas, bem, as outras pessoas são só as outras pessoas...
A pensar que ainda tem o Ano Novo e que muito do que acontece na noite de natal vai se repetir...
Mas isso é para outro capítulo...
De qualquer forma, um Feliz Natal à todos e obrigado por de vez em quando passarem por aqui e compartilharem – ou não – das coisas que escrevo!

Abraços,

Peter.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Geografia Poética de uma Pós-Bienal

Quando resolvi fazer o curso de mediadores para trabalhar na 8ª Bienal do Mercosul, eu não fazia idéia do que ou quem eu iria encontrar pela frente...
Foram três meses de curso, com aulas nas terças e quintas e um mergulho em um universo até então longínquo para mim: as artes.
Na minha graduação em História, as artes não foram o foco central e isso me incomodava... Tive um primeiro contato com a História da Arte no meu curso de Guia de Turismo e fiquei fascinado, tentado a desvendar este universo...
Claro que o curso de mediadores não iria me dar toda a formação em História da Arte, porém, era uma maneira concreta de estar mais próximo deste meio, além de conhecer pessoas envolvidas direta e indiretamente com a arte, artistas que estariam expondo suas obras e, claro, me preparar para trabalhar como mediador em uma Bienal do Mercosul, desejo este que eu perseguia desde a 4ª edição.
A experiência foi incrível. Muita teoria, aulas práticas, dinâmicas de grupo, enfim, a vontade de estar mais próximo das artes só aumentava...
O curso seguiu seu rumo até o dia em que fomos apresentados oficialmente ao espaço onde iríamos exercer aquilo que aprendemos: o Cais do Porto, que por si só já é um lugar incrível, histórico e futuramente turístico (não vou entrar no mérito da revitalização do Cais, isso é assunto para outro post).
Alí, fomos apresentados aos Supervisores, as pessoas responsáveis pelas equipes em seus três turnos de trabalho.
O trabalho enfim iria começar...
E à medida que chegava o dia da abertura da Bienal, um misto de alegria, euforia e ansiedade tomava conta de mim...
Já conhecia a equipe com a qual eu iria trabalhar, aliás, isso é engraçado: apesar de fazermos o curso juntos, raro foram os momentos em que conversei isoladamente com cada um dos meus colegas...
Quero de antemão agradecer pela oportunidade... Agradecer a cada uma das pessoas que conheci e que convivi direta e indiretamente... Agradecer pelas conversas nos intervalos entre uma mediação e outra, às confissões feitas durante todo este tempo, ao carinho recebido, ao sorriso tímido de alguns colegas, às brincadeiras feitas durante o trabalho e depois dele também, enfim, poderia listar uma série de coisas que aprendí durante o curso, no trabalho prático e fora dele também... Em especial, quero agradecer a toda equipe do A4, o “Geo4 até o chão”, como ficamos conhecidos. Todos os turnos. Desde o pessoal da montagem, limpeza, seguranças, enfim... Todos foram importantes para o trabalho como um todo, mas também porque aprendí muita coisa com cada um deles, sem exceção. E espero vê-los em breve!


Algumas palavras para a equipe Geo4 Até o Chão:


Não sei bem por onde começar... É estranho, há apenas 10 dias a 8ª Bienal acabou e junto com ela, um trabalho de toda uma equipe. Pessoas prá lá de especiais e que marcaram de vez a história da Bienal (pelo menos pra mim).
Foi a minha primeira experiência como mediador e se o ditado diz que “a primeira vez a gente nunca esquece”, tenham a certeza de que não esquecerei mesmo e que vocês hoje são tão importantes quanto os amigos que trago desde a adolescência... (e que não são muitos...).
O armazém A4 era como uma grande família: orientados por nossos “pais” e “mães”, vivíamos como irmãos... Mas no início era estranho... Normal, pessoas que mal se conheciam... Só que este estranhamento não durou muito e logo já era possível ver as duplas, trios, quartetos e até quintetos reunidos em algum ponto do espaço: ou trocando uma idéia sobre o trabalho ou jogando conversa fora mesmo, dando muita risada, enfim, era o momento de se conhecer, afinal, nem só de trabalho vive o homem, hehehehe!
Rafa “pastéis”, Val “palheiro”, Rafa “caramujo” e Juliana “papel” foram de extrema importância para que tudo – ou quase tudo – funcionasse. Nossa, quanta loucura e correria quando se aproximava um ônibus...
“É agendado?”
“Quantos vieram?”
“Cadê os professores?”
“Onde estão os mediadores?”
Era muito legal ver o envolvimento e o profissionalismo dos “Super’s” para que a logística do trabalho funcionasse perfeitamente. Ás vezes rolava um stress – também pudera né?- mas a intenção aqui não é apontar os problemas, e sim relatar e relembrar alguns dos bons momentos vividos durante esta experiência...


Logo de cara, uma pessoa chamou a atenção, aliás, ele já havia chamado a atenção de todos durante o curso, afinal, ele era praticamente o fundador da chamada “Nuvem” – a equipe de mediadores que realizaram o curso em Ead.
Jean Sartief  foi mais do que um mediador: foi um irmão, um amigo, um conselheiro e se mostrou um grande artista. Dono de uma incrível sensibilidade, vários foram os momentos que literalmente “babei” com as suas mediações e intervenções...
Várias foram as conversas que tivemos, sobre os mais variados assuntos... Jean é responsável por muita coisa ter mudado comigo no quesito Arte. Mais do que isso, Jean é responsável por me deixar mais seguro no meu maior momento de insegurança e dúvidas, né Jean? Não vou te esquecer nunca...
Difícil era encontrar alguém que não tenha se encantado com seu jeito de ser e de ver o mundo. Mestre! Esta é a palavra que o define hoje.
Mas o Jean não estava sozinho: junto com ele, muitos outros desceram da nuvem e pousaram no mundo real do Cais...
O que dizer, por exemplo, do Fernando Sala?
Confesso que no começo, tinha certo receio com ele... Sim, eu o achava meio folgado, enfim... O tal “pré-conceito” que fazemos com quem a gente não conhece né?
Com o passar do tempo, ele se mostrou um cara incrível, inteligente, esperto e muito, muito amigo... Lembro dos sanduíches, dos bombons, das nossas conversas, das várias idéias que trocávamos entre uma mediação e outra, das vezes que eu brincava com ele por causa das suas camisas decotadas que deixavam à mostra seu excesso de pelos no peito – Eca!- das cevas no Tutti – mas isso não foi mérito só dele: o Tutti foi o local oficial dos encontros da galera nas noites de terça-feira. Difícil é passar por lá agora e tentar encontrar as pessoas...
De todas as despedidas com o fim da Bienal, certamente a do Fernando foi a mais difícil... Ele sabe disso... Incrível como as pessoas entram do nada na nossa vida e depois sofremos um monte quando temos que nos separar, né? Mas sei que essa separação é temporária...
E a Tati Moreno? “Nossa meu, venta muito aqui!!!”
Tati é uma destas pessoas que a gente conhece e que não esquece jamais. Várias foram as risadas, as conversas sobre o turismo na cidade, etc... Adoro o sotaque desta paulista, guerreira, batalhadora e que vai chegar fácil onde quiser, porque garra e persistência ela tem de sobra...
Tayná Cardel, minha baixinha... A “mini-mediadora” é outra destas pessoas inesquecíveis... Nossa, curto demais esta menina-mulher: outra batalhadora, guerreira e que largou tudo para vir pra cá, adotando Porto Alegre como sua casa. Sempre preocupada com os amigos, lembro que em uma quarta pós Tutti, ela foi a primeira a me perguntar como eu estava e como tinha chegado em casa... (sem maiores detalhes do acontecido na terça-feira, hehehehe).
Maria Virgília – uma máquina de mediar!
Foi assim que ficou conhecida a Maria, que descobria mediandos aos 45min do segundo tempo... Maria é o sorriso em pessoa, sempre de bem com a vida, alto-astral, enfim. Aprendí muito com ela. Aprendí a sorrir mais para a vida, ainda que ela – a vida – não se mostre de uma maneira tão fácil... Seguirei à risca teus conselhos Maria, pode deixar!
Gabi Lima – falar da Gabi é fácil, afinal, somos colegas de trabalho há algum tempo... Mas durante a Bienal eu pude conhecer outro lado desta figura: um lado mais descontraído, mais tranquilo, mais “poético”... Saiba que tu me deste muitas respostas durante as nossas conversas enigmáticas, hahahaha! Te adoro de montão!
Vagner Rampinini, o formigo! (ou “Vagnete” para os íntimos, hahahaha!).
Assim como a Maria, o Vagner era só sorriso! Dono de um humor incrível, muitas foram as risadas proporcionadas por este cara. E muitas foram as conversas durante este tempo. E conversávamos sobre tudo: trabalho, vida pessoal, vida profissional, vida sexual (ops, isso não era para contar, hehehehe). O Vagner me ajudou muito também, talvez ele nem saiba, mas ele me ajudou a ver e entender algumas coisas sobre outro ponto de vista... Dúvidas, questionamentos, etc... Ele estava sempre alí, pronto para ajudar a quem precisasse... Até um talk show ele criou: “De frente com Ari”: sessões de entrevistas (nunca vistas ou reveladas, hahahaha) com a equipe e que tantos momentos divertidos proporcionou... Saudades...
Michel Flores um amigo/colega enigmático... Digo isso porque o Michel foi a pessoa mais centrada e politizada que conhecí durante este trabalho. Apesar de não termos conversado muito, ele se mostrou um cara especial: pelo seu modo de ser e de ver as coisas, pela sua visão e experiência de vida e pelo seu lado batalhador de ser. Queria ter tido mais tempo para conhecê-lo melhor, mas enfim, a Bienal foi o primeiro contato para que isso aconteça, assim espero...
Zíngaro Medeiros foi um dos caras com quem me identifiquei de cara, talvez pelo fato de ele também ser da história, hehehehe! TCHÊ! Este cara sabe muito e trocamos algumas idéias sobre a profissão de historiador, os desafios desta área, enfim... Ah, preciso mencionar que muitas foram as cevas e “cachaças” divididas lá no Tutti, né? Hehehehe!
Silvia Pont é uma fofa! Dona de um humor impressionante, ela é grande não só na altura, mas também na inteligência e no modo simples de ser, única, estilosa e muito, muito querida...
... Assim como a Cláudia “Moranguinho”, uma menina linda, inteligente, querida e que tem uma voz... Nossa, não sabia deste teu lado cantora! Investe que dá certo!!!
A Carolina Kazue também é uma querida... Também não tivemos muitas oportunidades de conversar – éramos de turnos diferentes – mas o pouco que conhecí dela, percebi o quanto ela é especial... Ela é do tipo de pessoa que poderíamos convidar para um chimas na redenção e conversar por horas, não? (espero que ela goste de chimarrão, hahahaha).
Não posso deixar de fora as Márcias: Márcia Nunes e Márcia de Lima
Uma, “concentrada” por sí só... A outra, divertida, engraçada e compenetrada.
Ainda tinha a Amanda Teixeira, que eu tinha certo “medo”, confesso. Mas depois que a conhecí melhor, ví que por trás daquilo que ela aparentava, tinha uma menina incrível, inteligente e muito sensível...
Falando em sensibilidade, como esquecer as gêmeas Lílian e Karen Reis?
Sim, elas são sensíveis e muito engraçadas... “Ah, tri!” era o que mais se ouvia das duas... Ah, eu paguei um micão quando troquei uma pela outra, hahahaha!
Preciso confessar que durante esta experiência eu fui vítima de bullying, né Heloísa Silva? Hahahahahaha! Dona de um abraço caloroso, Helô vivia me tentando... Brincadeiras a parte, a Helô é demais!!!
E como esquecer a Baronesa de Sealand?
Minha amizade com a Karin Sachs começou no curso de mediadores. Nos divertimos muito durante o curso, nos intervalos, entre um café e outro, enfim... Trocamos muitas idéias sobre tudo. Adoro demais a Karin e espero poder visitar mais vezes o seu “castelo”, palco do nosso amigo secreto e confraternização de encerramento.
Não quero ser injusto com ninguém, e peço desculpas pelos nomes não citados aqui. O que não significa, em hipótese alguma, o meu esquecimento ou a não importância na minha vida de mediador.
Foram tantas as pessoas e, como disse, algumas eu conhecí mais de perto, outras foram de passagem e que eu espero poder conhecer melhor em outra oportunidade... Não fiquem bravos!
Voltando aos Super’s:
Rafa “Caramujo”, um cara muito, muito tranquilo. Um irmãozão que pretendo levar para vida inteira. Centrado, profissional e muito inteligente. Pai de uma menina linda, que ainda bem que herdou a beleza da mãe, hehehehehe! Tô brincando!
Juliana “Papel”, foi um grande prazer te conhecer e ver que por trás daquele uniforme de supervisora se escondia uma menina simples, sonhadora, profissional e persistente.
Rafa “Pastéis”, o que mais ainda eu posso te dizer e que ainda não disse? Lembro a primeira vez que te ví no curso e pensei: “este é o metido a inteligente...”. Não estava totalmente errado, porém, de metido não tinha nada... Inteligente sim! Inteligente, profissional, centrado, autêntico e muito sincero.
Cara, muito, muito obrigado por tudo: pelas palavras de carinho, pela paciência com a minha tão tumultuada contratação, pelos dias em que precisei chegar mais tarde, compensar em outros dias, pelos puxões de orelha, pelas observações quanto ao meu trabalho, enfim. Tu sabes o quanto eu te admiro e o quanto foi importante uma de nossas últimas conversas... Aliás, foi por ela que muita coisa mudou, ainda que tenha sido aos 46min do segundo tempo, mas esta última conversa fez toda a diferença...
Val “Palheiro”, mãezona, irmã, conselheira, amiga... Faltam-me as palavras para tentar te definir. Assim como o Rafa, quando te conhecí eu pensei da mesma forma... E ainda bem que eu estava muito, muito enganado... Contigo eu aprendi muitas coisas também. Obrigado por cada conselho, pelo carinho, por diversas vezes ter segurado a barra junto comigo, por ter enxugado as minhas lágrimas quando elas rolaram, lembra? Nossa, foram tantos os momentos divertidos ao teu lado, os momentos sérios, enfim. Mais uma amiga que quero levar para todo o sempre. Ao teu lado eu me sinto mais leve, mais forte... Porque é assim que te vejo: leve e forte! Te adoro demais, mesmo!


E é isso. Ufa! Mais uma vez peço desculpas pelos nomes não citados aqui. De qualquer forma, levarei todos vocês comigo, na mente e no coração, assim como os outros colegas dos outros armazéns...
Mas é que igual ao Geo4 até o chão, nunca mais existirá outro!
Foi um prazer quase orgásmico fazer parte desta equipe.

Adoro todos vocês!!!

Com todo meu carinho,

Peterson Rangel
“Peter’s”

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Um sonho possível (será?)

Essa idéia de que o amor possa ser um sentimento “imposto” nunca me fez a cabeça...
Sempre me soou como uma cartilha onde devia-se ser cumprido à risca pelos seus “usuários”.
Desde que entendi como este sentimento agia sobre as pessoas, sempre questionei a autenticidade de tal “invenção”.
Sim, sou um defensor do amor universal, sem rótulos, sem preconceito e sem demagogia.
Já escrevi sobre isso algumas vezes, porém, é um assunto recorrente, sempre presente, a cada dia, a cada conversa, a cada troca de experiência com amigos e com pessoas que vou conhecendo por esta estrada afora.
Não me convence a idéia de que tal sentimento tenha que ser da maneira como nos foi colocado quando éramos pequenos, ou porque a sociedade assim quis, ou porque é assim e pronto. E ponto.
Sei que sou uma pessoa contestadora, ás vezes polêmica, eu admito. Mas sou assim.
Utópico?
Sonhador?
Não sei.
Sei que sou assim.
Já tive alguns relacionamentos que me renderam frutos maravilhosos e inesquecíveis...
Por ser um canceriano – embora não ligue muito para esta coisa de signos ou sobre a influência que eles podem exercer em nossas vidas – sou um cara que valoriza os sentimentos, não os superficiais, mas os mais profundos, entende? Daqueles que te fazem enlouquecer mesmo.
Tá, eu admito que procuro a dita pessoa certa...
Mas, que pessoa certa é esta que a gente vive procurando?
Que metade é essa que buscamos para juntos formarmos apenas um?
São perguntas perturbadoras...
Às vezes elas me tiram o sono sim, mas não sou escravo delas não...
O que todo mundo quer, a bem da verdade, é encontrar alguém companheiro, amigo , parceiro em todos os momentos, alguém com objetivos e sentimentos verdadeiros, enfim...
Buscamos aquilo que nos falta, muitas vezes... Estou falando alguma besteira?
Mas, por incrível que pareça, encontrar esta preciosidade está cada vez mais difícil...
As pessoas estão presas pela superficialidade e deixam de lado os gestos mais puros, simples e que fazem toda diferença em uma relação, seja ela qual for.
Um abraço, um carinho, um beijo, enfim, uma companhia para uma pizza, uma parceria para um jantar bacana, um cinema, sei lá, coisas simples, entende?
O que me parece é que as pessoas – não são todas, é verdade – estão mais preocupadas com o prazer momentâneo do que com uma relação duradoura.
Se eu estiver errado, por favor, me internem...
Mas é isso que percebo, como disse, observando e conversando com as pessoas.
Claro que tem aqueles casos excepcionais, daqueles de bater o olho e pronto: encontrei!
São raros, mas existem.
E são estes casos que nos movem a querer encontrar a pessoa dita “especial”, “certa”, dentro daquilo que estamos buscando.
Tenho que admitir que, por muitos e muitos anos, idealizei alguém com dezenas de características...
Descobri, anos mais tarde, que na verdade, esta pessoa não existia, pois beirava à perfeição e pessoas perfeitas não existem, afinal, somos humanos passíveis de erros, não?
Então o que eu fiz, foi buscar em alguém estas características que não faziam parte de mim.
Algumas vezes funcionou, outras nem tanto.
Engraçado isso, né?
Sei que posso parecer exigente ao extremo, mas que mal pode haver em se querer alguém com algumas qualidades mínimas para começar alguma coisa?
Quem nunca fez isso, que publique o primeiro comentário...
Sei que não há receita certa para isso... Mas discordo da idéia do “deixa acontecer naturalmente”, como naquela música...
Sim, sei que sou um sonhador...
E vou continuar sonhando, porque enquanto sonho, não perco as esperanças... E isso é o que me move...
Busco sim, em cada rosto, em cada olhar, em cada expressão, algo que me faça frear ou que me faça perder o tino de uma vez...
Já me apaixonei “n” vezes...
Amei algumas...
Aprendi com meus erros – aliás, sempre se aprende.
E assim vou seguindo...
Tentando, tentando, tentando...


Monte Castelo
Legião Urbana

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria.
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.
Estou acordado e todos dormem.
Todos dormem. Todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.
É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Little Frog no litoral

Semana passada, Little Frog foi ao litoral para ver como estava o mar, afinal, fazia muito tempo que ele nao ia à praia... Sentado na areia, ele teve a uma vista privilegiada do imenso mar...


Como o tempo não apresentava condições favoráveis ao surf, resolveu "descansar" na areia, seu habitat preferido...
Esse Little Frog...


Quando a chuva cai...

Esta letra da banda gaúcha Reação em Cadeia é simplesmente perfeita...


Você nunca quis saber o porque
Eu lhe dei as costas, antes do amanhecer
O seu nome está no mesmo lugar
É difícil, esquecer

E quando a chuva cai, eu lembro de você
Os dias de silêncio, me faz enlouquecer
E quando a chuva cai, dentro de mim
Há o delírio em silêncio, há o delírio em silêncio

Você ainda espera o amor ideal
A verdade se corrompe mas no fim é sempre igual
Nos amamos muito mais do que o amor
Pode nos oferecer

E quando a chuva cai, eu lembro de você
Os dias de silêncio, me faz enlouquecer
E quando a chuva cai, dentro de mim
Há o delírio em silêncio, há o delírio em silêncio

Te transformei em meu delírio para me lembrar
Do quanto eu te desejei, do quanto eu te desejei
Te transformei em meu delírio para me lembrar
Do quanto eu te desejei, do quanto eu te desejei

E quando a chuva cai, eu lembro de você
Os dias de silêncio, me faz enlouquecer
E quando a chuva cai, dentro de mim
Há o delírio em silêncio, eu deliro em silêncio

E quando a chuva cai, dentro de você...



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Diante de si


E de repente, não mais do que de repente, ali estava... Diante de si mesmo...
As coisas se passavam diante de seus olhos com uma velocidade intensa, como em um filme de extrema ação e ele ali, estático, sem nada poder fazer...
Situações inusitadas, reações inesperadas...
A vida é engraçada e triste ao mesmo tempo...
Diante do espelho e sozinho, não via ninguém a não ser ele mesmo...
Ansiou por diversas vezes o momento de estar sozinho, mas quando este dia chegou, sentiu-se prisioneiro de seus próprios pensamentos, sem nada poder fazer...
Começou então a analisar tudo o que vivera até ali, em tudo que havia conquistado, em tudo que havia deixado para trás...
Sentiu ao mesmo tempo uma alegria e uma grande tristeza. Alegria por ter chegado tão longe... Tristeza por ter chegado sozinho, por estar sozinho...
Os amigos? Bom, não via nenhum por perto, a não ser naqueles momentos em que todos os amigos aparecem, nos momentos bons, mas nos momentos em que se sentiu fraco e sozinho, nenhum deles estava ali para lhe ajudar a levantar, a mostrar o caminho a seguir, enfim...
Passageiros de um mesmo trem, porém em vagões diferentes, se é que entendem...
Abandonou tudo por um ideal, por um objetivo, por um sonho...
E agora, depois de tudo conquistado, sente uma enorme de parar o tempo, de voltar atrás e fazer diferente... Quem dera isso fosse possível...
Faria tudo diferente... Ou quase tudo...
Mas a vida é assim e infelizmente contra o relógio do tempo não se pode fazer nada...
Descobriu ou conquistou novos amigos... Estes, por incrível que pareça lhe mostraram o caminho... Um caminho árduo, mas que o levaria a um destino melhor do que aquele que ele tinha neste momento...
Dúvidas... Incertezas...
Que caminho seguir?
Para onde ir?
Qual é seu objetivo?
Perguntas, perguntas e mais perguntas...
Respostas, nenhuma...
E a vida segue seu rumo...
Ás vezes, como um barco navegando em águas tranquilas...
Na maioria das vezes, como um trem desgovernado, sem rumo, sem destino...
E será que tem que ser assim mesmo?
Que lições tirar disso tudo?
Seguir adiante? Voltar para trás e recomeçar?
Pontos e mais pontos de interrogação...
A vida seria mais fácil se fosse um ponto de exclamação...
Mas, ainda assim é melhor que um ponto final, não?
E que bom que se tem a chance de recomeçar, fazer diferente, enfim...
O tempo passa e todos somos vítimas desta correria, que assusta, mas também encanta...
E se ninguém morreu por isso até agora, é porque o caminho seguido não pode ser o pior...
Ainda existe uma esperança...
O jeito é se agarrar nela com todas as maneiras
E de fato deixar a vida levar ...


... continua...

* crédito da foto: http://www.mensagensdiarias.com.br/archives/1416

quarta-feira, 20 de julho de 2011

AMIGOS


"Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre".

É com este texto de Albert Einstein - sim, ele mesmo - que presto aqui uma singela homenagem aos amigos que a vida me deu... Ter conhecidos, colegas de trabalho, enfim, isso é uma coisa... Porque conhecidos nós temos de sobra... Colegas de trabalho, bom, não duvide que possa nascer daí uma linda amizade - e nasce... Mas, na hora em que tu mais precisa, infelizmente os conhecidos não estarão por perto... E os colegas de trabalho, somente no outro dia, após bater o cartão é que poderão te dizer palavras consoladoras, ou não...
Agora, amigo, amigo mesmo... É aquela pessoa que se aproxima de ti, assim, sem nenhum interesse, sem te pedir nada em troca, sem medir o que tu tens ou quem tu és... É aquela pessoa que te conhece pelo olhar e que sabe como chegar em ti sem fazer esforço, sem precisar dizer coisas bonitas, simplesmente chega...
É este tipo de amizade, uma espécie em extinção, diga-se de passsagem, que me deixa feliz e desconcertado...
Graças à Deus, tenho poucos e bons amigos...Sim, tenho muito e muitos conhecidos..Mas amigos, amigos mesmo, olha, conto nos dedos... E não me sinto frustrado por isso. Na verdade, o que importa é a qualidade e não a quantidade...
Meus amigos são incríveis. Me conhecem tão bem, mas tão bem, que só pela respiração já sabem como estou. Íncrível isso, não?
E é para estes amigos, os que estão sempre comigo em qualquer hora e lugar, que dedico estas pequenas palavras, recheadas com todo meu carinho e todo meu amor - sim, amigos dizem eu te amo, vamos parar com este preconceito idiota...
Aproveito para deixar um trecho de uma música do Queen e que traduz o que sinto pelos meus poucos, mas bons, verdadeiros e necessários amigos...Amo vocês e obrigado por estarem comigo...

"Friends will be friends,
When you're in need of love they give you care and attention.
Friends will be friends,
When you're through with life and all hope is lost,
Hold out your hand cause friends will be friends right to the end.
It's so easy now, cause you got friends you can trust,
Friends will be friends,
When you're in need of love they give you care and attention.
Friends will be friends,
When you're through with life and all hope is lost,
Hold out your hand cause friends will be friends right to the end".